Os 12 principais erros em perfis de executivos no LinkedIn

Flavia Gamonar

Cuidar de sua marca pessoal e garantir um perfil completo e bem posicionado no LinkedIn é algo essencial para qualquer tipo de profissional, independentemente de sua posição atual, afinal, estamos falando de uma rede que cresce a cada dia e virou sinônimo de negócios e networking. Mas se existe um perfil profissional que precisa redobrar esses cuidados, é o do executivo, que geralmente ocupa altos cargos em empresas, sendo tantas vezes responsável por inspirar e influenciar pessoas e representa fortemente a empresa em que atua.

Quando atendo executivos nas consultorias de perfil e marca pessoal no LinkedIn, sempre destaco preocupações adicionais que devem ser levadas em conta. Em alguns casos, essa recomendação é feita para a agência ou profissional que o assessora, para que juntos possamos estabelecer estratégias e amarrar as pontas, quando este tem uma agenda muito complexa.

Neste artigo, listo os principais erros que vejo em perfis e os cuidados a se tomar ao usar o LinkedIn, que na verdade acabam valendo de modo geral para qualquer profissional que quer posicionar-se adequamente e entende que estamos em uma plataforma cujo contexto é profissional, uma extensão dos “corredores da empresa”.

1) Ter um perfil desatualizado e incompleto

Já houve o tempo, lá nos primórdios, em que um profissional podia desdenhar, desconhecer ou até realmente não ver sentido em estar no LinkedIn, mas atualmente o jogo mudou. Tornou-se normal e corriqueiro dar aquela olhadinha no perfil antes de fazer uma call com a pessoa e de no dia a dia visitar para ver postagens e até encontrar contextos de abordagens. Espera-se que o seu perfil tenha informações reais, completas e atualizadas sobre você. Ninguém melhor que você mesmo para garantir que tudo esteja alinhado. E, se quer saber, até para ter resultados melhores com seu conteúdo, já que cada vez mais o LinkedIn ganha espaço como uma ferramenta de conteúdo, interações e posicionamento, é preciso, antes de tudo, organizar a cada. Desse modo o perfil ganha força e relevância e o LinkedIn entende melhor quem você é por aqui.

Um perfil abandonado, incompleto, transmite a imagem de que você não anda muito presente ou não é tão antenado no que acontece no mundo do negócios. Por isso, é essencial garantir que os campos estejam preenchidos. Entretanto, como se não se trata de apenas apertar um botão, mas de uma reflexão sobre carreira e seu posicionamento, alguns campos podem exigir mais dedicação antes de serem preenchidos. Tudo comunica, inclusive a foto, o banner, as interações no dia a dia…

2) Não ter foto ou ela não ser visível publicamente

Eu já vi muitos perfis com fotos ruins por aqui. Antigas, reaproveitas, recortadas, desconectadas com a imagem atual do profissional e com seu estilo. Ou, ainda, com elementos que cobriam o rosto e até mesmo posições que tornaram a foto arrogante, dependendo do ângulo e posição. Além disso, vejo com frequência perfis que possuem foto cadastrada, mas a configuração de visibilidade está ajustada para permitir que apenas conexões a vejam. Dessa forma, todo mundo que não é sua conexão, não vê sua foto, apesar de você, dono do perfil, ser capaz de vê-la.

Sua foto de perfil diz muito sobre você e também constroi confiança e identificação. Garanta uma foto profissional, alinhada com quem você é de verdade e o que deseja comunicar por aqui. E dê uma checada se ela está aparecendo para quem não é sua conexão. Eu recomendo o nível público.

3) Seu sobrenome estar oculto

Com frequência atendo executivos e seus assistentes, agências e consultorias que sequer imaginaram que atualmente somente quem é conexão está vendo o sobrenome destem profissional. Isso dificulta a pesquisa e a localização da pessoa na rede e prejudica um pouco seu posicionamento. Se apenas quem for sua conexão conseguir ver seu sobrenome, isso vai complicar um pouco as coisas.

No LinkedIn existe uma seção para definir configurações de sua preferência. Uma delas é tornar o sobrenome público.

4) Não há banner de perfil ou ele não está adequado

Seu perfil carrega um espaço grandinho até para o upload de um banner. Isto é, uma imagem de fundo, que fica logo atrás de sua foto. Esse banner também ajuda a comunicar sua história, sua marca pessoal. Apesar de nenhum profissional ser necessariamente obrigado a personalizar seu perfil com informações bstante vinculadas à empresa atual, digamos que convém. especialmente para cargos com grande responsabilidade e visibilidade, possuirem um banner de perfil personalizado com uma arte, logotipo ou frase da empresa, por exemplo.

Não que obrigatoriamente o banner precise ser assim, mas a verdade é que contribui para essa associação do profissional com o cargo e empresa em que está atualmente. Há empresas que criam variações de artes para aqueles que quiserem personalizar sue perfil com elas. Além disso, há também profissionais que usam esse espaço para algo até mesmo da vida pessoal, como uma foto da família, de um hobby ou esporte, por exemplo. Ou, de um momento profissional que mereça destaque, em geral.

Essa área (assim como o restante do seu perfil e sua estratégia de conteúdo) não precisam mostrar mais do que você concorda ou gostaria. E eu digo isso, porque é comum que pessoas me procurem para consultoria e imaginem que para humanizar ou ter resultados vão precisar escancarar a vida pessoal. Isso não é sinônimo de humanização, inclusive. É preciso ter estratégia e ficar dentro do seu estilo e personalidade. Tenho clientes que são super abertos e trazem temas do cotidiano, mais pessoais até, para seus feeds. Enquanto outro têm um estilo ou optam por serem mais discretos.

5) Não ter ideia sobre o tipo de influência que quer construir ou achar que tudo se resume à números par ater sucesso

Com frequência atendo executivos (e profissionais em geral) que gostariam se obter mais destaque e alcance na rede, de construir uma tribo, influenciar. E é comum que alguns cheguem com a imagem de que isso só é possível a partir de números estrondosos. E que para ter sucesso será preciso fazer o que viu “fulano fazendo também”.

É preciso tr em menter que tantas vezes aquela pessoa que é bastante popular, não necessariamente construiu uma imagem de autoridade, por exemplo. Isto é, alguém que recebeu vários “tapinhas nas costas virtuais” e comentários, o que poderia ser visto como um ótimo engajamento. Mas a verdade é que os resultados não estão apenas nos números. É possível construir algo bastante respeitável e grandioso se mantendo firme em seu estilo e objetivo profissional e, afastando a imagem de que só vai funcionar se os posts bombarem.

Além disso, as formas de contabilizar visualização nos diversos formatos de posts do LinkedIn é diferente. Ou seja, você pode publicar um artigo, post com imagem, vídeo nativo, link, etc. Cada um deles poderá obter um alcance diferente e contabilizar quem passou por ele de uma forma diferente. Por exemplo, ao publicar um vídeo nativo (com upload direto para o post, sem um intermediário como o Youtube), a visualização será contabilizada após 3 segundos assistidos e de usuários únicos no LinkedIn. Ou seja, não dá para colocar tudo no mesmo balaio e comparar um formato com outro. É comum que agências que enviam relatórios de resultados de produção de conteúdo para seus clientes executivo pequem aí. Somam todos os views do período, mas não diferenciam formato, formas de contabilizar as estatísticas e até o objetivo da postagem.

Um post pode ter a intenção de levar para um site, por exemplo. Portanto, o resultado não necessariamente estará no post em si, mas no destino. Assim como uma publicação mais direcionada à quem trabalha na empresa vai acabar engajando pessoas próximas, em vez de trazer comentários de pessoas de fora.

Um post recompartilhado também terá naturalmente resultados inferiores a um post autoral, por conta da dinâmica de distribuição de conteúdo do algoritmo.

6) Querer a qualquer custo construir um nome rapidamente ou ser influencer oficial

Existem coisas que não podemos antecipar. Nem sempre é sobre colocar lenha na fogueira para acontecer mais rápido, afinal, estamos falando de um processo de fortalecimento de marca pessoal, que pode levar meses e exigir constância, relevância e qualidade. Você não precisa, necessariamente, ter um selo de influencer para fazer um bom trabalho ou ser respeitado. Inclusive, há influencers que nunca estiveram no LinkedIn e foram convidados a ingressar e começar criar conteúdo, bem como aqueles que foram escolhidos por terem uma boa produção na rede.

Eu tive um cliente que uma vez me disse: “quero seguidores, bastante e rápido, não importa o que eu precise fazer”. O que eu fiz? Nada diferente do que eu faria com outros clientes, porque não tem como colocar o carro na frente dos bois e porque apenas esses números não dizem nada. É muito gostoso ver um crescimento natural acontecer e perceber que quem segue você realmente aprecia o que você diz.

Quando se aposta em um circo de conteúdo e se fala sobre tudo e todos, pode-se até crescer mais rápido. Mas será mesmo que é isso que você quer?

7) Esquecer-se de que toda interação gera histórico e é pública

Muita gente nem imagina que tudo o que é feito no LinkedIn gera histórico de interação. Ao curtir, comentar ou compartilhar uma publicação, essa informação pode ser vista em sua aba de atividades do perfil. Significa que ao fazer um comentário polêmico em uma postagem, por exemplo, outras pessoas poderâo vê-la e, dependendo do assunto, pode gerar problemas até mesmo para o cargo que você exerce atualmente. É sempre interessante checar a política de redes sociais da empresa que se atua, garantindo que os escorregões sejam evitados.

Até é possível ocultar (na aba editar perfil público) algumas de suas interações para não conexões, mas no final do dia essa gestão torna-se complicada.

8) Não ter ideia do que se passa em sua conta

Eu sei que a agenda de executivos costuma ser complexa e que é normal a terceirização de serviços e da gestão de suas redes sociais. Mas eu não recomendo estar totalmente desconectado do que acontece em seu perfil. É interessante conhecer a dinâmica da rede, seus recursos, aonde fica o que e até mesmo ter um alinhamento de estratégia com quem fará esse trabalho por você. Por exemplo, mensagens privadas, como elas serão tratadas? Que tipo de resposta será dado? Quais delas serão encaminhadas diretamente para você?

Terceirizando o trabalho de produção de conteúdo também é interessante alinhar seu estilo, sua linguagem, temas que abordaria e como o faria. Senão, fica desconectado demais de quem o profissional é de verdade no dia a dia. Este é o grande desafio so ghost writer nesse contexto.

9) A empresa atual não estar vinculada na experiência profissional mais recente

Ao entrar em seu perfil o visitante deseja ter certeza sobre a empresa em que você está atualmente para estabelecer contato. Pode parecer que seu perfil está abandonado ou que você não é a pessoa em questão se essa informação estiver desatualizada.

10) Ativar sem querer notificação sobre mudança de cargo (sem, de fato, ter mudado de)

Há alguns (poucos) campos no LinkedIn que geram notificações para suas conexões. Um deles é quando você cadastra ou altera informações sobre uma experiência profissional e deixa o botão de “compartilhar com a rede” ativado. Às vezes, só se estava fazendo um ajuste na informação ou tornando o campo mais completo em descrição. Aí, se a notificação for ativada, pode dar a impressão de que você trocou de empresa e gerar cumprimentos em seu feed, quando na verdade a empresa permaneceu igual. Revise as opções antes de salvar interações, isso garante que notificações indesejadas aconteçam.

11) “Dar voz à outras pessoas” de maneira errada

Já vi algumas ações bem-intencionadas no LinkedIn envolvendo perfis de executivos de empresas, que por terem altos cargos e serem respeitados em seu meio, “deram voz” para causas e outras pessoas da empresa, em datas especiais, por exemplo. Geralmente envolvia “emprestar o perfil” para alguém por um dia ou período, com esse outro usuário “assumindo o controle”. O problema é que emprestar perfil envolve dar sua senha para alguém e, pior, pode infringir o termo de uso da plataforma, que cita sobre como sua senha ser usada e o cuidado com ela.

Outro problema frequente é que na tentativa de parecer inclusivo ao dar voz, vi ações que não foram legais e até soaram meio machistas, como “você precisa de mim para ter lugar aqui”, quando na verdade, posso afirmar que o LinkedIn é para todos e todos podem ter voz e alcance se trabalharem temas interessantes e conhecerem os fatores que ajudam um post a ter maior visibilidade e distribuição.

Por isso, cuidado com estratégias desse tipo, podem ter um caráter um desejo positivo, mas às vezes saem pela culatra.

12) Não ter verossimilhança ao preparar conteúdo

Uma vez eu vi por aqui um post de um executivo que trazia um foto da praia em que ele estava. O dia estava cinzento, ninguém aparecia na cena, nem ele, nem ninguém. O post estava sendo feito nas férias daquele profissional, que começava a postagem dizendo “estou de férias na praia, mas não paro de pensar todos os dias em como podemos fazer a vida do nosso cliente melhor”. Veja, o problema de um post escrito nesses moldes é que não há verossimilhança. Isto é, não há conexão com a verdade, afinal, será mesmo que em férias o saudável seria ficar todos os dias pensando em como a vida do cliente poderia ser melhor?

Sempre que algo parecer exagerado (aqui entram o excesso de posts com historinhas usando e abusando da estrutura jornada do heroi) as pessoas vão desconfiar da verdade.

Os erros (e os cuidados e boas práticas) não param por aqui. Se voê quer garantir um perfil adequado ao seu estilo e objetivo, contrate agora a consultoria de perfil para executivos. Saiba mais pelo email contato@fgeducação.com.br ou Whatsapp 11-930926864.

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