Funcionários: os melhores influenciadores de um negócio nas mídias sociais

Flavia Gamonar

É bem comum que empresas contratem influenciadores para que de alguma forma eles possam promover uma marca ou produto. Quando uma empresa faz isso, geralmente está buscando alguém que tenha a cara do negócio e uma audiência que possa se interessar por aquele assunto. Então, o influenciador empresta um pouco de si, de sua imagem e a confiança que as pessoas sentem, por exemplo, para criar essa conexão com o público que se deseja impactar.

A escolha de um influenciador para uma campanha precisa ser bem cuidadosa, afinal, ele vai representar aquela marca, vai endossá-la. Por isso, diversos aspectos devem ser considerados nessa escolha, que não pode ser feita apenas considerando o número de seguidores que o influenciador possui. Às vezes, o engajamento será incrível e muito maior se o perfil for mais nichado e, por isso, menor.

Se os influenciadores externos contratados por marcas não são mais novidade e já fazem até parte do planejamento e do orçamento de muitas empresas, os influenciadores internos são menos conhecidos. E quem seriam eles?

Atualmente, cada funcionário de uma empresa é um influenciador da marca, afinal, é comum que muitos deles usem mídias sociais. No contexto LinkedIn, a representação dessa marca é inevitável, mesmo que o conteúdo produzido não a cite de forma direta. É que ao acessar o perfil daquela pessoa seria possível ver o local em que ela trabalha (claro, desde que a informação esteja ali presente). Portanto, mesmo quando o funcionário está falando de assuntos não relacionados ao negócio ele precisa ser cuidadoso com o que leva adiante, por mais que o perfil seja dele.

Uma metodologia bastante utilizada pelas empresas é o “employee advocacy”, que entende que dentro de casa estão excelentes influenciadores, especialistas em suas áreas, cada um atuando de uma forma diferente. São profundos conhecedores do negócio e justamente por isso podem ser envolvidos em ações da marca para promovê-la, atrair talentos, divulgar suas ações, se relacionar melhor e até vender mais. Mas para que a estratégia funcione é preciso pensar uma série de aspectos.

A experiência do funcionário

A gente ouve falar bastante por aí sobre a experiência do cliente, não é? Sobre como produtos, serviços e atendimento podem ser cada vez melhores para que o cliente se sinta plenamente satisfeito. Hoje em dia é preciso pensar também na experiência do funcionário, já que o modo como ele se sente e atua dentro de um negócio podem impactar em sua saitsfação pessoal, desejo de permanecer no lugar ou não e até mesmo no que ele fala sobre aquela empresa por aí. Por mais que nada sejo dito de maneira direta, as entrelinhas podem acabar revelando o quanto ele não está feliz em trabalhar naquele lugar.

Empresas que se preocupam em ter uma imagem incrível nas mídias sociais, mas que não oferecem uma experiência boa para o funcionário, não terão pleno sucesso nessa estratégia, afinal, a verdade sempre vem à tona.

Eu acredito firmemente que não podemos motivar alguém se não provermos o que aquela pessoa precisa para realizar uma ação. Ou seja, não bastam palavras para motivar alguém, é preciso dar o exemplo e fazer com que aquilo seja verdade.

Quando o funcionário está satisfeito ele costuma se envolver muito mais nessas ações. E, quando se envolve, o brilho nos olhos transparece de forma natural.

Na verdade, incentivar que o funcionário seja mais ativo em mídias sociais ou até que ele produza conteúdo que conte mais sobre bastidores e dia a dia de negócio, é algo bem delicado. Como essa atividade geralmente não faz parte do escopo do trabalho, não se pode obrigar alguém a fazer isso. Especialmente porque o perfil do LinkedIn é da pessoa, a empresa não é dona do perfil apenas porque aquela pessoa trabalha lá.

O controle exagerado

Se uma empresa deseja incentivar que seus funcionários estejam mais ativos nas redes sociais como uma das formas de também favorecer o negócio, é preciso que ela entenda que não pode controlar tudo.

Por exemplo, é comum que ao implementar o employee advocacy, empresas queiram ditar temas e frequência que seus funcionários devem produzir conteúdo ou vigiá-lo constantemente advertendo-o se ele não cumprir o desejado.

Deixar clara a política sobre o uso de mídias sociais e o que pode ou não ser revelado sobre o negócio é um bom caminho para que esse funcionário se sinta mais seguro e com autonomia para produzir. Além disso, manifestar que a empresa aprecia esse compartilhamento, dar exemplos vindos de executivos e altos cargos e prover informações sobre boas práticas ao fazer isso, vai ajudar no desenvolvimento e sucesso da estratégia.

Uma das maiores objeções de funcionários que gostariam de produzir e compartilhar conteúdo em seu perfil no LinkedIn é o medo da empresa ou do chefe não gostarem da publicação, de isso levar à algum problema ou mesmo de parecer que ao publicar ele está “querendo aparecer”. Além disso, muitas empresas ainda veem o LinkedIn como um lugar destinado à conseguir emprego, quando na verdade, a plataforma vai muito além e é excelente para negócios, networking e aprendizado.

Etapas podem ser necessárias

É preciso entender que para implementar o employee advocacy com sucesso, vai ser preciso fazer aos poucos. O caminho pode começar com o mapeamento de quais pessoas na empresa têm mais perfil e provavelmente se engajariam mais na atividade. Pode-se começar com um time pequeno de pessoas orientadas sobre como fazer e depois expandir para algo maior. Muitas vezes o próprio exemplo vai inspirar.

Como as pessoas não são obrigadas a se envolver na produção de conteúdo, será preciso evidenciar os benefícios de fazer isso. Precisa estar claro para o funcionário que essa exposição pode beneficiar a imagem profissional dele também, não apenas da empresa.

Isso costuma acontecer quando se entende que a carreira daquele profissional é dele e que estar naquela empresa é parte do momento que ele vive, mas não necessariamente ele estará naquele lugar para sempre. Criar e compartilhar conteúdo em seu perfil pode favorecer o negócio em que ele está agora, mas também vai ajudar a promover a imagem dele como especialista naquele assunto. E isso pode render oportunidades e convites para esse profissional. É por isso que a empresa precisa realmente oferecer uma experiência boa e motivos para que ele continue no lugar, afinal, quando ampliamos a exposição acabamos sendo mais abordados. E é exatamente aí que a empresa precisa ter muito claro que ela não é dona do funcionário e que ele se engajando ou não nessa ação, estará sempre disponível e acessível para outras oportunidades de trabalho.

Os assuntos devem ser apenas técnicos e relacionados ao negócio para dar certo?

Pelo contrário. Para funcionar bem o employee advocacy, não vai adiantar levar adiante conteúdo com publicidade explicita, bajulação constante ou apenas técnico. Mostrar bastidores da equipe atuando, contar sobre conquistas, revelar a cultura do lugar de maneira natural e constante, mostrar como aquela especialidade contribui e é importante no negócio,tudo isso pode ser abordado para que pessoas conheçam mais sobre aquele profissional e a empresa.

No final do dia precisa ser relevante para quem vê, senão teremos apenas autopromoção e publicidade explícita.

Business influencer: o outro tipo de influenciador que pode ajudar a promover um assunto ou negócio

Os influenciadores-funcionários podem ser envolvidos no dia a dia das empresas. Eles atuam no negócio e sabem bastante dele, quando usam suas próprias redes para levar uma mensagem adiante, potencializam o alcance, falam com sua própria rede e jeito de falar. De acordo com o LinkedIn, o employee advocacy, ou seja, o funcionário produzindo conteúdo em sua rede social, pode impactar 10x mais que a marca.

Além deles, pode-se recorrer a um tipo de influenciador específico, que nào é necessariamente aquele que produz look do dia no Instagram ou vídeos sobre vídeo-game no Youtube. O business influencer é um profissional, especialista em uma área. Ao produzir conteúdo ele vai destacar sua própria imagem, gerar confiança e autoridade, ser mais lembrado pelas pessoas. Isso pode se tornar uma atividade profissional para ele. Ou seja, como especialista em uma área e produtor de conteúdo autônomo, ele pode ser contratado por empresas para entrevistar pessoas, cobrir eventos, fazer lives, dar palestras, gravar vídeos e muito mais, emprestando seu conhecimento e audiência para aquela marca de maneira muito mais nichada.

Para dar certo como business influencer, será preciso se atentar à diversos aspectos. O primeiro deles é sobre o próprio perfil do influenciador: que temas ele aborda? Que tipo de conteúdo ele tem maos identificação e, por isso, produz melhor? Além disso, saber enviar uma boa proposta e saber precificar a ação, vai ser fundamental para que ele feche esse trabalho.

No dia a dia a influência que esses profissionais são capazes de gerar podem ajudar as empresas a impactarem e se conectarem muito melhor com seu público e potenciais clientes.

Se você deseja aprender mais sobre esse assunto, envie um email para contato@fgeducacao.com.br

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